Diretores

Eugênia Motta

É antropóloga, mestre e doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional (UFRJ) e atua como professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Sociologia do IESP (Instituto de Estudos Sociais e Políticos, UERJ), onde também coordena o Grupo CASA – Estudos sobre Moradia e Cidade. Suas pesquisas e atuação profissional transitam entre a universidade, organizações da sociedade civil e as políticas públicas. Trabalhou como pesquisadora no Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), período durante o qual participou da formulação e execução de projetos e programas governamentais. É consultora do Instituto Raízes em Movimento, organização sediada no conjunto de favelas Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde participa de projetos ligados ao Centro de Pesquisa, Documentação e Memória do Complexo do Alemão (CEPEDOCA).  Vem realizando pesquisa de campo nessa localidade e se especializou no estudo das relações entre práticas econômicas, cotidiano, família e moradia. Desenvolve também, desde o doutorado, pesquisas sobre quantificação e estatísticas. Diretora-executiva do Instituto de Economia Real.

Gustavo Onto

Antropólogo, suas pesquisas visam a compreender etnograficamente as diferentes formas de regulação ou governo da economia. Doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional (UFRJ), mestre em Sociologia pela Columbia University, mestre em Administração Pública e Governo pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP) e bacharel em economia (FEA-USP). Atualmente é professor colaborador do departamento de Antropologia Cultural da UFRJ e coordenador do documenta – Laboratório de Antropologia do Estado, Regulação e Políticas Públicas (IFCS-UFRJ). Foi pesquisador visitante da École Normale Supérieure na França e, mais recentemente, da Copenhagen Business School, onde coordena uma rede de investigação sobre métodos etnográficos para o desenho de mercados. Coordenador do Grupo de Estudos de Antropologia das Finanças (GEAF), organizado pelo NuCEC-UFRJ e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Viviane Fernandes

Viviane Fernandes tem formação em antropologia e comunicação social. É doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS/MN/UFRJ), com período como pesquisadora visitante  na École Normale Supérieure (ENS/EHESS) em Paris. É mestre em Comunicação Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)  associada à linha de pesquisa Cultura de Massa, Cidade e Representação Social. Com especialização pela COPPEAD/UFRJ, atuou por 10 anos na área de comunicação e marketing, trabalhando com pesquisa de mercado e no desenvolvimento e gestão de projetos comerciais e de inovação. Seu interesse pelas práticas de consumo, levou-a estudar os processos de inclusão financeira e expansão do crédito, tendo seu trabalho selecionado pelo Programa de Incentivo à Pesquisa Aplicada do Serasa Experian. Atualmente, sua pesquisa focaliza práticas econômicas, processos de endividamento e programas de educação financeira. Dedica-se, especialmente, ao estudo de políticas públicas e pedagogias relacionadas às finanças. É integrante, desde 2014, do Núcleo de Estudos Comportamentais (NEC) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

André Vereta-Nahoum

Professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo. É sociólogo e bacharel em ciências jurídicas e sociais. Detém doutorado em sociologia pelo Max Planck Institute for the Study of Societies (Colônia, Alemanha) e pela Universidade de São Paulo, e mestrados em sociologia pela London School of Economics and Political Science e em sociologia do direito pela Universidade de São Paulo. Foi pesquisador visitante da Universidade da California em Berkeley e é atualmente pesquisador do Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia (NuCEC) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). É, ainda, Global Ambassador da Seção de Sociologia Econômica da American Sociological Association, além de membro da Society for the Advancement of Socioeconomics. Suas pesquisas acompanham as negociações, controvérsias e trabalhos em torno das formas materiais, das práticas de conhecimento e dos valores que organizam mercados. Suas pesquisas abarcam desde a economia urbana informal (e suas ondas de formalização) até os mercados para artefatos indígenas da Amazônia.

Pesquisadores Associados

Paulo Augusto Franco

Antropólogo cujos estudos se concentram na compreensão etnográfica sobre a economia e a cultura. Doutorando em Antropologia Cultural pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, mestre em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e bacharel em Direito na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Atualmente é pesquisador do Centro de Pesquisa em Direito e Economia da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas. É pesquisador-colaborador do Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia (NuCEc) e também do Núcleo de Antropologia Visual e da Arte do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (NAVA\CRIA-Portugal). Em sua trajetória de pesquisas, surgem os seguintes assuntos: processos de transformação social; campesinato; práticas e cultura econômica;  interpretações do Brasil;  estudos de/com imagem e experiências cotidianas.

Julia O’Donnell

É professora adjunta do Departamento de Antropologia Cultural da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da mesma universidade. É mestre e doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional (UFRJ), e bacharel em História pela Universidade de São Paulo (USP). Suas pesquisas são voltadas à análise de processos de transformação urbana em diferentes momentos da história, com especial atenção à cidade do Rio de Janeiro. Dentre as pesquisas de que participou como membro ou coordenadora, destacam-se os seguintes temas: estratificação social do espaço, mercado imobiliário, culturas urbanas e urbanismo.

Fernando Rabossi

Antropólogo, dedicado à análise da relação entre regras e práticas econômicas, tendo realizado pesquisas sobre mercados de fronteira, circuitos comerciais, mercados urbanos, mobilidades e formas de governo. Fez pesquisa de campo na Argentina, Suécia, Paraguai e Brasil. É professor do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGAS) do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal de Rio de Janeiro. Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia (NuCEC, www.nucec.net) e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia, IFCS, UFRJ (ppgsa.ifcs.ufrj.br). Possui graduação em Ciências Antropológicas pela Universidade de Buenos Aires, mestrado em Migrações Internacionais e Relações Étnicas pela Universidade de Estocolmo e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Museu Nacional), onde realizou seu pós-doutorado e se desempenhou como Professor Visitante.

Federico Neiburg

É professor no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), Museu Nacional, UFRJ,  pesquisador principal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e fundador e Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Cultura e Economia (NuCEC, http://www.nucec.net). Formado em Antropologia Social no México, fez mestrado em Buenos Aires e doutorado no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Realizou pesquisa de campo no México, na Argentina, no Brasil e no Haiti. Seus interesses de pesquisa se concentram em três linhas principais: 1) Profissionais e pedagogias da economia, no qual estudo as articulações complexas entre práticas e teorias econômicas eruditas e ordinárias, 2) Práticas econômicas ordinárias e formas contemporâneas de governo, e a elaboração e circulação de dispositivos que servem para conhecer e governar a economia, como os indicadores (de inflação, risco, etc.) ou as leis (de emergência econômica), entre outros; e 3) Projeto Haiti. Iniciado em 2007, com o objetivo de compreender as dinâmicas sociais no espaço nacional haitiano em perspectiva comparada. Possui publicações sobre esses assuntos em várias revistas internacionais altamente conceituadas como Comparative Studies in Society and History, Anthropological Theory e Hau, Journal of Ethnographic Theory, entre outras).

Mariana Cavalcanti

Mariana Cavalcanti é doutora em Antropologia pela Universidade de Chicago (2007) e professora do Programa de Pós Graduação em Sociologia do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP/UERJ). É pesquisadora 2 do CNPq, Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ), e coordenadora do Grupo CASA: estudos sociais sobre moradia e cidade.  Foi professora adjunta da Escola de Ciências Sociais/CPDOC da Fundação Getulio Vargas entre 2008 e 2015, e co-fundadora da Associação Casa Fluminense. Realizou pesquisas como consultora do Banco Mundial em 2011 e 2013, e da Corcovado Arquitetura em convênio com o programa Morar Carioca, da Prefeitura do Rio de Janeiro (2012). Dirigiu, com Thais Blank e Paulo Fontes, o documentário Favela Fabril (2012, 49’) e editou, com Bruno Carvalho e Vyjayanthi Rao, o livro Occupy All streets: Olympic urbanism and contested futures in Rio de Janeiro (New York: Terreform, 2016).

Marcella de Araujo Silva

Socióloga de formação, dedica-se ao estudo de práticas econômicas cotidianas e da relação entre casa e trabalho. Suas pesquisas visam a compreender as formas de organização de atividades de trabalho e de administração de dinheiro, tempo e papéis. Possui bacharelado em Ciências Sociais pela Fundação Getulio Vargas; mestrado em Sociologia pelo Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia, PPGSA/UFRJ; e doutorado em Sociologia, pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Iesp/Uerj, com estágio de doutoramento na Universidade de Chicago. Atualmente é professora substituta do Departamento de Sociologia da UFRJ e pesquisadora do Grupo CASA (Iesp/Uerj). Desde 2011, vem realizando diagnósticos sociais e avaliações de políticas públicas, como UPP Social, Morar Carioca, Via Transolímpica e Minha Casa Minha Vida.